#BKLUB - Resumo da Leitura: Quem é Você, Alasca?

“Quem é você, Alasca?” foi o primeiro romance escrito por John Green. Publicado em 2005, o livro ganhou o Prêmio Michael L. Printz de 2006 da American Library Association e, durante alguns anos, figurou na famosa lista de mais vendidos do The New York Times. Introduções à parte, vamos ao que interessa.


O objetivo desse post é consolidar as opiniões dos nossos leitores e deixá-las registradas no nosso site, assim, sempre que quiser, basta ir na página do livro e acessá-la. Caso queira, também, compartilhe o post com seus amigos quando for oportuno.


De antemão, importante destacar que o texto não representa a opinião deste modesto ADM, que por hora figura apenas como um pseudo transcritor das ideias alheias, por isso, aproveitem para pontuarem se concordam com as outras opiniões aqui expostas e exercitem seu senso crítico para as próximas leituras.


Os personagens favoritos e os mais odiados


A julgar pela percepção dos membros do nosso Clube, o querido João Verde (aka, John Green), errou a mão ao definir a personalidade e construir a história dos seus protagonistas.


Ao serem questionados sobre qual personagem do livro menos gostaram, os mais citados pelos membros do BKlub foram justamente Miles e Alasca. Segundo parte dos leitores, os dramas exagerados ou aparentemente gratuitos de ambos foi o que mais contribui para essa percepção negativa.



Nota-se que, diferente do que se espera de um casal de protagonistas, os quais deveriam, em tese, tomar para si a atenção dos leitores e também a sua admiração, Miles e Alasca, infelizmente, tiveram o resultado contrário. O casal conseguiu a façanha de receber, juntos, quase 100% de rejeição, não fosse uma alma bondosa que disse “não ter não gostado de ninguém”.


Por outro lado, quando o assunto é “coadjuvantes”, aqui eles roubaram a cena. Ou melhor, ELE roubou a cena. O Coronel foi o personagem favorito para a maioria dos leitores, com quase 80% das escolhas. Atrás dele aparecem apenas os próprios Miles e Alasca, que parecem ter agradado uma quantia ínfima de pessoas, com 16,67% e 5,56%, respectivamente.



Dessa forma, restou claro que os leitores compraram bem mais as histórias e personalidade do Coronel, um coadjuvante, do que a dos ditos protagonistas Miles e Alasca. “Quem é Você, Coronel?" parece ser um título que melhor se encaixe à situação.


As percepções pessoais de cada leitor sobre os personagens e outros pontos dos livros, estarão mais bem detalhadas no tópico específico abaixo.


Percepção dos Leitores


“É uma narrativa lenta no início que melhora um pouco ao decorrer da história, porém é um porre” estas são as palavras do Wesley que resumem também a ideia passada em boa parte das demais percepções.


É notável que as maiores críticas foram à forma como os acontecimentos foram escritos de maneira “rasa”, “vazia” e de como os personagens não foram bem construídos e desenvolvidos. Por outro lado, alguns fatores também foram alvo de elogios por parte dos leitores.


Para a Lara, por exemplo, o que a fez gostar da leitura foram as excentricidades dos personagens, como o Coronel, a mania do Miles de decorar as últimas palavras de alguém... pequenos detalhes”. No entanto, ela diz não ter curtido “a construção dos fatos, a divisão do antes e depois sobre uma situação que não prendeu tanto. A melancolia exagerada do Miles, a falta de construção dos personagens coadjuvantes que eram infinitamente melhores que os protagonistas. Ela finaliza dizendo que “o plot twist é até fácil para dedução se observar a fala de certos personagens, como a própria Alasca e o Takumi. Enfim, é um livro "leve" e não muito interessante para uma jovem de 23 anos, mas é até pesado e até intrigante para alguém de 13, 14 — provavelmente deve-se ao fato de ter sido escrito para essa faixa etária”.


“A escrita do livro não é ruim, mas existem vários personagens que não são aproveitados de uma forma que pode ser considerada satisfatória. O fato principal só é impactante caso não se preste tanta atenção porque ele já dá indícios desde cedo, mas parece que deixamos ele de lado para focar nas aventuras”. – Geovanne Santos.

Para Giovanna “O protagonista é raso e a escrita do autor é muito forçada pra passar credibilidade da primeira pessoa que é um adolescente, a narrativa dividida entre o antes e o depois da morte da Alasca é interessante mas na segunda parte perde um pouco do charme porque todo o plot do mistério envolvendo a morte da Alasca é sem sentido”.


Já o Andreo gostou “das reflexões; dos momentos divertidos, como os trotes; do desenvolvimento de alguns personagens” Em contrapartida, para ele, “os dramas do Miles e até mesmo alguns da Alasca cansam e tornam, em certos momentos, a leitura cansativa. Além disso, o protagonista não conquista o leitor e é o personagem mais desinteressante do livro”.


Em um tom mais amistoso, o Adsson pontuou:


“Achei a escrita do início meio confusa e repetitiva, mas quando chega a parte do depois melhora, e tudo começa a fluir. O acontecimento do livro foi inesperado e causou o tom certo de surpresa. Algumas personagens são bem carismáticas e outras somente caricatura de qualquer adolescente americano. O autor soube dosar no ponto certo as reações em relação a morte da Alasca, nem melodramático, tampouco desleixado. No geral o balanço foi positivo”.

O Anderson, por sua vez, gostou “da divisão do livro entre o antes e depois do principal acontecimento” e disse ter funcionado bastante com ele. Além disso, segundo ele, “a história tem personagens legais de acompanhar, apesar de que alguns careceram de desenvolvimento e foram jogados na trama de modo muito simplista. O livro tem elementos bem simples, mas que acabaram salvando ele, como o trote, o professor de religião, a discussão de como pessoas diferentes lidam com a morte, o vício do protagonista em últimas palavras e os alívios cômicos”.


É notável também que a percepção de alguns leitores também mudou em relação à primeira leitura.


“A escrita é boa mas é cheia de detalhes que acho que poderiam ser escritos de uma forma menos cansativa. Quando eu li a primeira vez há alguns anos eu senti muita dificuldade em entrar na história porque eu sentia um certo amadorismo que me irritava às vezes. O John claramente estava começando e, de fato, era muito promissor, só que algumas passagens se tornavam poéticas demais, a ponto de ser forçado. Agora, lendo pela segunda vez o que mudou é que a leitura fluiu até bem, mas, com uma mente de 30 anos fica difícil não se sentir meio deslocado em meio aqueles personagens. Há um aspecto de nostalgia boa, mas, não passa disso. O evento traumático que causa mistério não têm um efeito assim tão similar à primeira vez que o livro é lido”. – Daniel Cruz

O Laurindo, por sua vez, opinou de forma ácida: Não gostei. Personagens desinteresses, plot completamente sem graça, trama lenta e monótona. Alguns momentos de carga emocional mais dramáticas davam uma margem de empolgação, mas voltava a estaca zero da chatice. O formato “antes e depois” prejudica muito, pois se o plot twist não te pega, tudo depois é irrelevante”.


Em contraponto, eu (Lazz de Lázaro) finalizo dizendo que “gostei da primeira vez que li e continuei gostando agora. Sinceramente, acredito que é exigir demais uma história super madura quando já se sabe o estilo do autor, sobretudo porque foi seu primeiro romance. Concordo com as críticas quanto à escrita e à falta de desenvolvimento de algumas tramas, mas discordo de qualquer tentativa pretensiosa e desnecessária de querer que toda e qualquer estória seja exageradamente cult. Até parece que ninguém, mesmo quando mais novo, nunca se viu numa situação parecida com a de algum personagem do livro, por mais brega que seja. Assim, não é um livro perfeito, nem diria ótimo, nem bom, talvez mediano, mas está longe de ser horrível como alguns tentam forçar”.


Outras considerações:


“A forma que ocorreu a narrativa foi um ponto bem positivo e de negativo foi mais as decisões dos personagens” - Wellyngton Souza

“O que mais gostei é que a escrita é simples, direta não é robusta então deixa fácil a leitura. O que menos gostei foi que achei o Pós evento muito rápido, poderia ter coisas a mais”.Matheus Vieira

“Eu gostei da leitura aos 15 anos e não gostei muito com 25 anos. Acho que por ser um livro que eu já havia lido e me encantado uma vez, quebrou o encanto”. – Ananda Fonseca


“Para uma primeira experiência com John Green até que foi uma boa leitura. Não tive problemas quanto a escrita do autor entretanto, acredito que a história poderia ser desenvolvida melhor, o próprio protagonista em si também pois você acaba mais odiando ele do que gostar”. – Lucas Valdomiro


“O espírito de amizade é um ponto positivo do livro. O Miles só pensar na relação dele com a Alasca, que só existia na cabeça dele, foi o que eu menos gostei”Robert Nunes.


Nível de Recomendação e Avaliação Geral do Livro


Apesar das várias críticas negativas, a maioria dos leitores ainda assim disseram que recomendariam a leitura.



Por fim, a classificação do Livro ficou a seguinte:



Total de Avaliações: 18

Avaliação Máxima: 4

Avaliação Mínima: 1

Avaliação Média: 3,17

Posição no Ranking: #1


E aí, achou a avaliação geral justa? Comente!

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